14.3.09

O maravilhoso mundo das internétes.

@utilizadoresdotwitter sinto como se uma página da vida da internet me estivesse a passar ao lado.

Um twitter meu seria tão desinteressante como "Agora vou ouvir Matt Elliott enquanto arrumo o quarto.", "@alguém, o 30 rock é a melhor série de sempre. sou a tina fey." e citações de canções e de livros, acompanhadas de "sinto algum borborigmo intestinal." ou "preciso de treinar a bexiga para urninar menos vezes agora que bebo muita água".

Melhor ainda era um twitter com os meus progressos no ginásio, acompanhado dos desejos alimentares súbitos pregnancy-like-but-not-even-close. Ontem tive de ir de urgência ao supermercado comprar batatas fritas Lay's Gourmet . Aquela textura estaladiça por causa da maior espessura da batata acalenta-me a esperança por um mundo melhor.

Um mundo onde os meus netos ouvem o Matt Elliott e vão mostrar aos amigos "encontrei este disco em casa da minha avó, esta merda é perfeita", dirão. Espalhem a palavra, encontrei a redenção. (Que belo concerto ontem, b r u t a l.)

@pedromorsa, @oprah já tive um cocker spaniel assim, o Napi. Ainda hoje tenho saudades dele.

10.3.09

sem título

Morreremos um dia, dia após dia, um atrás do outro, alguém primeiro. Já nos sinto definhar, somos nós tanto quanto padecemos de uma grave doença terminal, e, enquanto asfixiamos em pathos, resolvemos ser melhores e mais voluntariosos, terminar em beleza diria o atencioso empregado de mesa enquanto enumera a carta de sobremesas.

Sempre fôramos eternos reféns de um entidade deixada por definir, enfermos da própria anunciada cura, cegos. Embora soubéssemos.

Que um dia cairíamos ao leito, consumidos por nós mesmos, sucos gástricos e bílis, ou então, mais plausivelmente ainda, já não darmos conta do recado e isto tornar-se maior que nós, de tal forma que já nem o corpo suporta o crescimento e a prosperidade, que antes nos fôra tão cara, seja apenas mais uma arma da nossa dolência.

Morreremos um dia com a certeza de que mortos estaremos mais vivos.

27.2.09

Sip this wine and pass the cup.

O Terras do Pó 2007 da Casa de Ermelinda Freitas, Palmela, é um bom vinho mas precisa de respirar. Está cada vez melhor à medida que vamos esvaziando a garrafa.

26.2.09

Recordação #1: Crime Passional.

Agarrei numa faca e matei-o. Em linhas gerais foi o que aconteceu. Uma faca daquelas que cortam carne assada e rosbife em fatias muito finas. Às fatias podia ter ficado ele, se me apetecesse. Foi a única vez na nossa relação que achei que era eu que tinha o controlo de tudo, a vida dele nas minhas mãos, o sangue dele entre os meus dedos.

Abri a porta e matei-o, sim. Mas não contes a ninguém. Qualquer dia descobrem-no morto, deitado naquela cama onde nunca me deitei, onde sempre se deitou a outra. E vão arranjar suspeitos, vais ver. Nunca vão descobrir que fui eu. A sério.

Usei luvas. Parecia profissional. Abri a porta e matei-o. Com uma faca, já disse que foi com uma faca? Daquelas de cortar rosbife…
E a faca nem era minha, era dele, estava lá na cozinha pronta para cortar a carne para o jantar dele. Se calhar ele ia jantar com a outra. A outra ia jantar a casa dele como tantas vezes acontece.

Sabes que a cozinha fica longe do quarto? Na casa onde ele morou sozinho, o corredor maior separa a cozinha do quarto. Foi esse corredor que eu atravessei, com a faca na mão, em passos pequenos, respirando fundo. Mas não penses que estava nervosa. Não. Estava decidida.
Bati duas vezes – duas? Ou foram três? Já não me lembro e não importa. Bati na porta do quarto e ele estava de toalha enrolada na cintura, sentado na cama, a se olhar ao espelho. Já te tinha dito que ele ia tomar banho quando eu cheguei lá ao apartamento? E ele disse “Vou tomar banho, esperas por mim na sala que a gente já fala.” Foi esta a frase, sem mais nem menos. O que ele me ia dizer, eu não sei. Fui eu que lhe liguei para estar com ele. Sou sempre eu que lhe ligo. Ou ligava. Deu-me agora para pensar se ele estará mesmo morto. Bem, deve estar.

De qualquer maneira, onde é que eu ia? Pois, ele estava sentado na cama a se olhar ao espelho. Sabias que ele era narcisista? Eu não imaginava. Tanta coisa que soube dele e só soube essa no dia da morte dele. A maneira como ele se olhava ao espelho dizia tudo. Bom, eu abri a porta e ele estranhou a minha presença. Notei isso no seu olhar, como se pressentisse alguma coisa. Talvez a sombra da Morte sobre ele, a nuvem do eterno desaparecimento. A faca ia atrás de mim, entre as minhas duas mãos enluvadas. Luvas quentes para um dia de Verão como este, de sol tórrido. Eu preferia ter feito isto num dia de chuva, de relâmpagos, trovões, mas tinha que ser feito hoje. Os carros na rua, as britadeiras da obra não deixaram ouvir o primeiro grito de dor.

Ele gritou de dor nas primeiras três facadas. Depois começou a sangrar e desmaiou quando viu o sangue. Outra coisa que eu não sabia sobre ele. Faz-lhe impressão o sangue. Fazia-lhe. As primeiras três facadas foram no abdómen, do lado esquerdo, devo ter atingido o baço, o estômago. O baço sangra imenso quando é traumatizado porque está cheio de sangue lá dentro. As outras duas facadas também foram no abdómen mas mais abaixo e do lado direito. Entre as primeiras três facadas e as últimas duas eu acordei-o do desmaio. Dei-lhe umas bofetadas na cara, chamei-lhe pelo nome e ele viu-me. Tentou falar, agarrar-me, sabes? A típica cena de filme, arrependimento, dúvida. Mas só na cabeça dele. Na minha só batia uma coisa: acabar o que tinha começado.”Porque é que estás a fazer isto?” E eu sem responder, a mandá-lo calar. E ele a agarrar-me. Estava tão lívido, coitadinho, já nem forças tinha para respirar, quanto mais para parar uma pessoa que faz exercício três vezes por semana – tenho ido ao ginásio nos últimos tempos, devias vir também que aquilo é tão relaxante.

A certa altura só vi sangue à minha volta, nos lençóis, a pingar para o chão, nas almofadas, na toalha, no meu cabelo. Quase que tinha um orgasmo. Foi sexual, eu por cima dele, em domínio, a agarrá-lo e ele com aqueles olhos tristes, a olhar-me, a boca a querer mexer e a não poder, e eu a beijá-lo pela última vez, e ele a esbracejar, a espernear, a língua a querer articular mais uma palavra e a não poder. Pus a cabeça dele no meu colo, numa atitude pós-coito, ele cada vez mais calmo, mais em paz. E eu disse:”Morre, meu amor. Não lutes mais e deixa-te ir. Meu amor.” Ele começou a tossir, tossia, tossia. E eu sempre “Deixa-te ir, amor. Deixa-te ir.” Antes de ele tossir pela última vez olhou para mim e puxou-me pela mão que lhe acariciava os cabelos. E então tossiu pela última vez e eu soube que estava feito.

Já escolheste? A mim não me apetece carne, vou comer peixe assado. Já podes chamar o empregado. Bebemos vinho?

Olha, eu sei que não foi uma morte bonita, mas também há mortes piores. E tu sabes que eu fiz isto por mim. Por ele também. Este amor estava a levar-me à loucura. E foi o momento em que mais próxima me senti dele, um instante visceral. Se ele não morresse, e pára de olhar para mim com essa cara, eu ia enlouquecer apaixonada por ele e ele sem me dar bola, sempre com a outra. Porque ele fingia que gostava dela mas gostava de mim. E eu se o visse, eu se o visse, eu sempre que o via, apaixonava-me de novo. Se eu o visse para sempre, ficava para sempre apaixonada porque gostava demais dele, demais. Demais. Sentia-o junto a mim. E a sua presença estava por todo o lado, pela minha casa, pela minha cama, pela minha música, pelos meus livros, pelos meus perfumes. Eu gostava demais dele e isso tinha que acabar.

E chama o empregado se fazes favor que estou cheia de fome.

Publicado a 27 de Julho de 2004, inspirado numa letra do Adolfo Luxúria Canibal.

Encher chouriços.

À falta de coisas novas por aqui, vou recuperar, em alguns posts, textos que escrevi no saudoso Crime Passional. Vai ser giro ver se houve evolução na forma de escrever nestes últimos cinco anos.

25.2.09

Já que não errar parece impraticável



Esta frase nunca me sai da cabeça.

19.2.09

Acerca do novo canal de notícias da TVI.

Três factos que me fazem questionar a sua credibilidade:

1. A Alexandra Lencastre e o Pedro Granger vão ter cada um o seu programa. A segunda personalidade referida é só das pessoas mais irritantes que algum dia nasceram em Portugal. Quanto à primeira: renascerá, qual Fénix, culta e intelectual, ao melhor estilo Bárbara Guimarães e o seu Páginas Soltas.

2. As publicidades têm a cara do Cristiano Ronaldo, essa inequívoca face da actualidade contemporânea, o rosto da viragem política, a resposta à crise, o líder que Portugal procurava - e se eu não souber da vida dele ao segundo, não sei o que será de mim como ser humano social.

3. É da TVI. Isto significa saber de fenómenos do Entroncamento mal germinam nas hortas e assistir em directo a machadadas entre vizinhos por causa de ramos de cerejeiras.

Cada um tem o que merece.

9.2.09

Mãos quentes, coração frio.

Chupámos sorvetes de citrinos em verde alface que nos pintavam a ponta da língua e nos faziam rir por finalmente parecermos os extraterrestres que realmente éramos. Usava saias pelo joelho, com sapatos de menina, lenços ao pescoço para os ventos da montanha, tu e as tuas camisolas tricotadas, ora flocos de neve, ora losângulos, ora tantos outros motivos geométricos, qual tangram de lã ao peito, ora lisas, sempre cinzentas ou azuis. Passávamos Invernos inteiros em manhãs compridas e tardes de nada, junto à lagoa a ver se gelara, coisa que nunca aconteceu durante uma infância e uma adolescência inteiras (as nossas), perto do rebanho enquanto pastava

lembro-me de tu gostares do cheiro da erva mastigada, um aroma qualquer agridoce que ainda hoje me traz vómitos à boca, e de eu detestar tudo aquilo, aqueles animais molengões na preguiça do mastiga engole regurgita, de invejar os animais por passarem incólumes a tudo, nós a protegê-los e quem nos protegia a nós?

depois no pomar, a ver se brotava qualquer coisa verde, e éramos por isso os primeiros a topar a Primavera quando chegava, graças aos primeiros galhos frescos, porque a Primavera nunca nos chegou em Março, mas sempre em Fevereiro, quando parávamos de comer carne, não por causa da aproximação da Páscoa, apenas porque dos animais que tínhamos, mais nenhum podia morrer, passávamos o resto do mês a castanhas com couves e cenouras e outras raízes que ainda há dias comi num restaurante e logo me veio à cabeça o fim de Fevereiro, o Carnaval, e a hora de almoço ser solarenga e quente junto ao fumeiro e a tarde no pomar, às vezes a subir às árvores ou a fingir que fazíamos piqueniques na terra cheia de musgo.

Este Inverno foi mais frio que o costume e dei por mim a pensar que aí deveria ter gelado finalmente a lagoa e que poderíamos ter cumprido aqueles sonhos de que já me esqueci por completo que sonháramos. Não sei porque desejámos durante um terço da vida que a lagoa gelasse quando agora estamos sós e nos se gelaram os corações - e assim fica explicado porque temos sempre quentes as mãos.

Se não morres do veneno, morrerás do antídoto.

Há alguma forma de parar a hemorragia do nariz?

Carrega na narina, nos ossos próprios do nariz, durante um minuto ou mais. E chama-se a isso epistáxis.

Carrego aqui, não pára.

Há uma forma de fazer parar a hemorragia que é carregando na narina, mas se não carregares não pára.

Dói-me.

O nariz?

Dói-me mais quando carrego do que quando sangra.

Preferes sangrar?

Achas que morro?

Eu é que sei.

Já sangra há imenso tempo.

Carrega na merda da narina, foda-se.

Passa-me um lenço.

...

Não vais carregar?

Pode ser uma hemorragia mas ao menos tenho qualquer coisa minha, ainda que incompleta. E assim não dói, se carregar é que dói.

Something to live for?

And cherish.

...

Somos uma cambada de idiotas.

Só descobriste agora?

25.1.09

*confettis*

Já comecei quatro posts diferentes e nenhum resistiu ao primeiro parágrafo.

Era só para lembrar que ontem cumpriram-se quatro anos desde que cá estamos. Não juramos estar cá mais quatro, ficamos enquanto der, eu uma estudante de Medicina feita médica com o meu blog a precisar de psicoterapia, coitado.

O post de aniversário será inspirado na Barbarella do Samuel Úria ou não, só porque se canta que recuamos para a frente e avançamos para trás, a história da minha vida da frente para trás, num par de versos.

Olha, quatro menos dois dá dois: metade disto é teu, se o quiseres. Quando eu morrer, levas isto daqui e fazes com isso o que te der vontade. Não vais estar muito triste, espero, por isso podes até rir-te enquanto nos rasgas.

18.1.09

ISTO ESTAVA ESCONDIDO PARA LÁ MAS EU JÁ DESCORTINEI.

No more runnin'
says my mind.

All this movement
has just proved
your kisses are too fine.

Hold the honey that i see
friends i once had
turn their thoughts away from me

...

It's what I hoped for.

(oh)

No more running.

Animal Collective :: No more running

(Mais um post sobre o Merriweather Post Pavillion e ficam autorizados para me boicotarem o blog.)

Noutros assuntos mais ou menos relacionados

É só o meu iTunes que tem uma panca de vez em quando e limpa a biblioteca?

Abro aquilo e, de repente, tenho a biblioteca vazia como se tivesse acabado de instalar o programa.

ãopáresnãopáresnãopáresnãopáresnãopáresnãopáresnãopáresnãopáresnãopáresnãopáresnãopáresnãopáresnãopáresnã

A cabeça diz "pára lá de ouvir isso, rapariga!, antes que enjoes, mulher!, que parvoíce, vai chegar a Fevereiro nem vai poder ver isto à frente, que abuso" mas não consigo. Há sempre qualquer parte do corpo que pede play e

Met a dancer
Who was high in a field
From her movement
Caught my breath on my way home
Couldn't stop that expanding force

a In the flowers começa e, quando dou por mim, já estou a ouvir o álbum outra vez. E outra vez depois, porque nunca sei o que ouvir depois de tudo isto. E outra.

Eu não queria enjoar (e por enquanto estou tão longe disso) mas é mais forte do que eu, esta força expansível que não dá para parar.

Ainda assim, a canção do fim de semana foi a I've got you under my skin cantada pela Ella Fitzgerald. Clichés, viva!

17.1.09

Dá-me a tua morada.

A menina usava vestidos magenta cor de rosas de Inverno, como aquela que perdia pétalas enquanto o Monstro esperava o amor. Sentada nas escadas da porta, segurando com as duas mãos as asas do saco que prendia com os joelhos, chupava rebuçados enquanto dissolvia a tarde em calda de açúcar e pôr do sol e era ali que o Amor era só uma personagem num filme bacoco, ali onde espreitava o algeroz que escoava a sujidade da cidade, ali onde ervas daninhas irrompiam nas dobras do cimento do passeio, ali onde o seu vestido não ganhava vincos no degrau frio. Nem olhou para o relógio, não tinha para onde ir, nem sentiu frio - e por isso não vestiu o casaco, como se cumprimentasse as pessoas que andavam na rua e fosse isso agasalho suficiente, uma gota de sangue vivo na página deste livro que se escreve todos os dias.

Depois cansou-se, ficou com sede. Agarrou num pauzinho e escreveu na parede de fungos junto à porta

I've got you under my skin.

e foi embora.


Até hoje não sabemos quem morava lá.

9.1.09

O amor e uma cabana.

Ainda a procissão vai no adro, mas cá vai, aposto, a canção do ano. Daqui a um ano falamos.
There isn't much that I feel I need
A solid soul and the blood I bleed
With a little girl, and by my spouse
I only want a proper house

I don't care for fancy things
Or to take part in a vicious race
And children cry for the man who has
A real big heart and a father's grace
and a father's grace

I don't mean to seem like I care about material things

(like a social status)

I just want four walls and adobe slabs for my girls
Animal Collective :: My girls | Merriweather Post Pavilion (para quem ainda não ouviu, vício já!)

8.1.09

Lembram-se do meu vizinho de cima?

Está a ouvir National agora.

(E há uns meses descobri que é vizinho de baixo.)

7.1.09

Monotemática. (Eu e eu à conversa.)

Há pessoas que foram feitas para nos partirem em bocados e termos de nos colar e enganarmo-nos na montagem das peças e saírmos sempre um bocadinho diferentes do que éramos, ou então isto sou eu bem mais capaz e a pensar friamente e à dist

Isto vai ser sobre amor de novo?

Sobre que queres que fale então?

Não sei, sobre fruta, sobre bosques, sobre uma rua cheia de trânsito.

Não tenho histórias sobre fruta, bosques ou ruas cheias de trânsito, lamento.

Ia ser sobre ti?

Ia ser sobre o outro.

A tal rua podia ter azinheiras nos passeios dos dois lados e pessoas à espera do autocarro.

E estava um casal de mão dada?

Sem amor, Joana, só desta vez.

Ai foda-se, sem amor, mas sem amor o quê? Essas pessoas na paragem são todas individualistas ou o amor não lhes interessa, é isso?

Claro que não, são casadas e têm filhos e cuidam dos pais e dos avós e dos tios e recebem primos da terra em suas cas...

E julgas que isso é sem amor, porra?

É amor, pois claro que é.

Então para a próxima não me interrompas, ora bardamerda.

Deixaram marca, em 2008, os seguintes concertos:

The National :: Aula Magna, 11.05

Animal Collective :: Lux, 28.05

Bill Callahan :: S. Alquimista, 01.06

Extra Golden :: ZDB, 02.07

Beach House :: Maxime, 16.11

The Walkmen :: Tivoli, 04.12

Muita pena por não ter ido a Sines ver a Rokia e a Orchestra Baobab e à ZDB ver um monte de coisas, incluindo Dirty Projectors e No Age. Este ano não dava, mesmo.

4.1.09

2008, o ano do garimpeiro musical.*

Não houve álbum algum que se destacasse para o lugar cimeiro, como nos últimos dois anos. Vou considerar aqui El Guincho e Bon Iver como 2008, apesar de serem de 2007, em mais um fenómeno Arcade Fire 2004/2005 (por acaso o verdadeiro fenómeno Arcade Fire é com Tough Alliance, que para mal meu e para bem das regras destas coisas, não pode entrar catapultado para o número um porque é mesmo de 2007, não há mesmo nada a fazer, não há edição UK que me salve). Bom, assim sendo, vamos lá:

1|Beach House| Devotion
2|Al Green| Lay it down
3|Arthur Russell| Love is overtaking me
4|Bon Iver| For Emma, forever ago
5|El Guincho| Alegranza
6|Air France| No way down EP
7|Hot Chip| Made in the Dark
8|Gang Gang Dance| Saint Dymphna
9|Fleet Foxes| Fleet Foxes + Sun Giant EP
10|Osborne| Osborne
11|Jamie Lidell| Jim
12|Department of Eagles| In ear park
13|Why?| Alopecia
14|Deerhunter| Microcastles
15|French Kicks| Swimming
16|Silver Jews| Lookout mountain, Lookout sea
17|Sebastian Tellier| Sexuality
18|Erykah Badu| New Amerykah
19|No Age| Nouns
20|Buraka Som Sistema| Black Diamond

21|Camané| Sempre de mim
22|Diskjokke| Staying inn
23|Gala Drop| Gala Drop
24|Fuck Buttons| Street Horrsing
25|Excepter| Debt Dept.

E eu que pensava que tinha ouvido pouca coisa este ano... Até fiquei com azia, que vou alegremente curar com chá de menta.

*expressão com copyright André Chêdas, Dezembro de 2008.