12.11.08

"No tempo em que festejavam o dia dos meus anos eu era feliz e ninguém estava morto."

O ano passado, entre o dia 17 e o dia 18 de Novembro, eu estava no backstage da sala Apollo, em Barcelona. Com os National, a cumprimentá-los, a trocar mails, a beber vinho branco e cerveja a dizer "my birthday's in five minutes or so, coming here was a birthday gift from my parents" e eles, à meia-noite "happy birthday" (eles não, os gémeos, enquanto autografam a meia dúzia de singles que comprei como se fossem pãezinhos, "este para o Dário!", "este para mim!", este para o Mário!", etc.).

Depois disso, atravessámos a rua e fomos bater a um barzinho apertado, com uma dijéia que passou a Have love will travel dos Sonics, que eu tinha passado o dia a cantar pelas Ramblas. E, ainda mais tarde, eu e a Tânia passámos um frio de rachar na fila do Razz para ver um set do Diplo, que acabou perto das seis e meia com a Paper Planes da M.I.A..

Acordei às onze com telefonemas da família e descubro que:

1) Na cama do hostel não tenho rede;
2) Estou completamente afónica e ninguém me ouve.

Fomos passear pelo Bairro Gótico e Born, à procura de um sítio qualquer para tomar o pequeno almoço (e de uma farmácia, onde comprei o equivalente catalão à Mebocaína), passámos pelo Jardim Botânico, por uma praça enorme onde estava gente de todas as idades a dançar aos pares dança de salão, atravessámos a Avenida Diágonal e, quando demos por nós, estávamos no Passeig de Grácia, à frente da Casa Battló, que tivemos de visitar apesar de não podermos entrar na parte do apartamento.

Depois cantámo-nos os parabéns com um donut da Dunkin' e café e sumo de laranja para a voz melhorar. Encontrámo-nos todos perto da praça Orwell, jantámos num restaurante de inspiração africana e eles foram ver Gogol Bordello.

Eu atravessei as Ramblas sozinha e entrei no Metro para ir até à Gràcia (ou Eixample?), onde me encontrei com o André, o meu primeiro amigo emigrante, e a Isabel, para cerveja num bar cubano, no bairro deles. A caminho do bar, aparentemente, passamos numa rua chamada Ramón y Cajal, o mais importante neurofisiologista do mundo (foi quem descreveu pela primeira vez o neurónio como célula básica do sistema nervoso, e era Espanhol, como o nome indica).

Este ano, exactamente no mesmo dia, vou estar a estudar, com vontade de matar alguém.

Karma karma karma karma karma chameleoooon.

6 comments:

Vítor Junqueira said...

já te disse que é a porra de uma data. uma data estúpida, que pode ser comemorada em qualquer altura. só depende de quem a motiva e de quem a quer celebrar.

Anonymous said...

foda-se. lol!

inominável said...

no dia 20 comemoras em grande! espero que haja uisque... :P

m.b.m said...

Happy bday!!!! E já agora deixo-te aqui uma brochura do clube dos neuróticos anónimos, para quando te apetecer partilhar a tua frustração aniversariana… Porque, afinal, esta não é uma data qualquer, uma data estúpida, como diz o Sr. Junqueira, é um dos três dias do ano em que te é permitido seres neurótica à vontade e fazeres a dieta psicotrópica que bem entenderes. Beijoooooo

Nimpo said...

Muitos parabéns! Festejas dois dias depois : )

Vítor Junqueira said...

o sr. junqueira? sr.? mau.